Olá pessoal!!
Boa noite a todos!!!
Após meses do post de boas vindas, venho escrever
o verdadeiro primeiro post. Ele é dedicado a minha avó Rosa (Dona Rosalina
Olegario), uma apaixonada e grande conhecedora de plantas e seus inúmeros benefícios. Bom, e não é a toa que se chamava Rosa, rs.
Pessoas que viveram no campo, ou que
tiveram pais que viveram, possuem uma característica incrível: reconhecer quase
todo tipo de planta e o benefício que ela traz para nosso organismo.
Minha avó é uma destas incríveis pessoas.
Ela olhava para uma folha e dizia: “essas
aqui se espremer e pingar nos olhos limpa melhor que colírio”; olhava para
outra logo ao lado e: “já essa, é boa pro
estomago, mas se misturar com essa outra aqui, faz bem pro fígado. E tem aquela
ali, que é uma beleza pra dor de cabeça, pros nervos e o chazinho ajuda até pro
estomago”. Ela sim entendia muito do assunto...Que saudade da vozinha...
Um dia contei para minha avó que iria
mudar pra Curitiba, para fazer doutorado em química, e que estudaria a parte química
de plantas que pudessem ajudar no tratamento do câncer. Na mesma hora minha avó
me falou uma lista de nomes de plantas que tratam vários tipos de doenças e que
eu poderia estudá-las.
Para vocês terem noção de quão grande era o conhecimento dela sobre coisas mais naturais e que podem curar, vou compartilhar uma experiência minha, que é dolorosa, sábia e inesquecível.
Certo dia meu pais chegou em casa de moto, buzinando e com um capacete novo: a viseira dele era escura. Fui correndo até a moto para ver o tal capacete e, a empolgação era tanta que acabei chegando perto demais do cano de escape da moto e sofri uma queimadura bem feia (de 3º grau) na perna esquerda, próximo ao joelho. No momento em que percebi que encostei tomei um susto tão grande que comecei a rir e chorar ao mesmo tempo enquanto olhava pra cima, porque estava me borrando de medo de olhar pra minha perna, é claro.
Meu pai, que estava ao meu lado, olhou para o cano de escape e viu uma pedaço da minha pele...olhou para mim e me viu rindo e chorando..., e quando olhou para minha perna....bom, provavelmente percebeu que o choro era de dor e o riso era de nervoso. Assim que vi a expressão de susto do meu pai, que olhei para o cano de escape e vi um pedaço da minha pele e que olhei para minha perna e vi um buraco com o músculo à mostra, o riso parou e as lágrimas venceram a parada.
Para vocês terem noção de quão grande era o conhecimento dela sobre coisas mais naturais e que podem curar, vou compartilhar uma experiência minha, que é dolorosa, sábia e inesquecível.
Certo dia meu pais chegou em casa de moto, buzinando e com um capacete novo: a viseira dele era escura. Fui correndo até a moto para ver o tal capacete e, a empolgação era tanta que acabei chegando perto demais do cano de escape da moto e sofri uma queimadura bem feia (de 3º grau) na perna esquerda, próximo ao joelho. No momento em que percebi que encostei tomei um susto tão grande que comecei a rir e chorar ao mesmo tempo enquanto olhava pra cima, porque estava me borrando de medo de olhar pra minha perna, é claro.
Meu pai, que estava ao meu lado, olhou para o cano de escape e viu uma pedaço da minha pele...olhou para mim e me viu rindo e chorando..., e quando olhou para minha perna....bom, provavelmente percebeu que o choro era de dor e o riso era de nervoso. Assim que vi a expressão de susto do meu pai, que olhei para o cano de escape e vi um pedaço da minha pele e que olhei para minha perna e vi um buraco com o músculo à mostra, o riso parou e as lágrimas venceram a parada.
Na mesma hora, meu pai me pegou nos braços
e me levou para dentro de casa. Eu parecia um bebe chorão. Minha mãe logo surgiu e tentou me acalmar. Ambos tentavam de alguma maneira ajudar, mas eu não deixava
ninguém se aproximar da minha perna e não cogitava a menor hipótese de ir para
um hospital (nem a pau, eu dizia).
Com muito esforço me convenceram a colocar
uma gase mais soltinha em cima do buraco na minha perna, para evitar que algum
bichinho ou sujeira fosse ao local.
Passado o susto, fomos à casa da minha avó
(não lembro se foi no mesmo dia ou no dia seguinte). Quando chegamos, eu sentei
em uma cadeira, com o curativo à mostra, enquanto meus pais conversavam com
minha avó. Papo vai, papo vem, de repente, do nada mesmo, minha avó falou:
segurem ela! Sem tempo de reagir, meu pai veio até mim e segurou meus braços,
minha mãe segurou minhas pernas, meu tio chegou sei lá de onde e ajudou a
segurar também, enquanto minha mãe tirava o curativo e minha avó abria
os armários.
E ali estava eu, em desespero total, sendo segurada em uma cadeira por meus pais e meu tio, enquanto minha avó despejava
pinga em um prato contendo um pouco de farinha. Não vou dizer que nessa hora
passou um filme da minha vida na minha cabeça por que lembro bem que a única coisa
que eu pensava era: isso vai arder! Isso vai arder!
Bom, minha avó juntou a mistura na mão e tacou
em cima da queimadura/músculo/buraco. Lembro até hoje que o primeiro grito
falhou, de tão grande que foi a dor. Mas o segundo grito funcionou! O terceiro,
quarto e décimo quinto também. Doeu muito, muito mesmo! Depois que os gritos foram diminuindo, acredito que porque o meu cérebro cansou mesmo, minha avó explicou que isso ajudaria a desinfetar o local, a
cicatrizar mais rápido e não deixaria sinal da queimadura na minha perna. Nem
preciso falar que nessa hora me pareceu supérfluo deixar ou não alguma marca.
Bom, como falei no início, essa história seria
dolorosa, sábia e inesquecível. A parte dolorosa está bem clara qual foi: a
parte da pinga. A parte sábia vem da sabedoria da minha avó em pedir para me segurarem enquanto eu estava distraída (ela sabia que eu correria). Vem também do conhecimento dela: em poucos dias minha queimadura estava fechada, com uma cicatriz pequena
(pouco maior que uma moeda de 1 real) e uma mancha com cor um pouco mais escura que a
minha pele, o que era esperado considerando o grau da queimadura.
E a parte inesquecível de toda essa
história é que passado algum tempo fui recontá-la e, enquanto todos riam e se compadeciam da dor, ergui minha calça para mostrar
a marca e ... não havia nenhuma marca. Não havia mais qualquer sinal da queimadura na minha perna. Cheguei a olhar na outra perna para ver se não me enganei! Minha avó, com toda a sua sabedoria,
acertou em cheio! Cicatriza rápido e não deixa marcas.
Não acho que todos que se queimarem devem passar pinga com farinha no local, longe disso, rs. A lição que quero deixar nesse post é a
seguinte:
- Quando estiver com algum machucado, nunca fique distraído.
- Quando estiver distraído, escolha um lugar perto da porta: pode precisar correr a qualquer momento.
- Os avós querem sempre seu bem, independente se colocam pinga em um machucado aberto ou se batem sua cabeça contra a da sua irmã enquanto dizem que se voltarem a brigar vai grudar suas cabeças.
- Isso vale para ameaças com varinha de marmelo também.
- Ouça os avós! Eles falam coisas que as vezes não damos importância, que as vezes nos parecem ingênuas, mas, se pararmos para analisar, tem fundamento. Tudo que eles falam tem fundamento.
- O conhecimento e sabedoria, adquiridos por eles ao longo dos anos são partilhados a todo momento, em cada pequeno instante. Cabe a nós ouvi-los e aprender, para um dia também passarmos adiante.
- Aproveite seus avós, o máximo que puder. E não deixe que sua mente apague o sorriso deles, de jeito nenhum!
Abraços e fiquem com Deus!
(Vó Rosa, obrigada pelos ensinamentos! Obrigada pelas outras coisas também!)
(Vó Rosa, obrigada pelos ensinamentos! Obrigada pelas outras coisas também!)
Rê
Olegario
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